Ponto de discussão sensata e sadia de pormenores da fé entre várias religiões. Seja bem vindo a comentar, e, querendo, é só entrar em nossa comunidade no Orkut.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Crentes de espada na mão
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
O Salto da Fé
"Escolhi um lado racionalmente, agora só quero que respeitem isso", Antônio Medeiros Costa, vaqueiro
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Eu, por vezes, enfrento um pouco de preconceito na academia por causa de minhas posições religiosas. Nas escolas, onde dou aula, isso é problema sério, pois vejo que o preconceito, já bem afamado entre os adolescentes, é ainda maior por parte dos professores. Não digo do preconceito religioso em si contra somente minha pessoa, digo do preconceito conceitual, aquele que impede que pessoas comuns e intelectuais tenham uma conversa racional sobre qualquer assunto.
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Darei aqui dois exemplos:
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1.Dando aulas, certa vez, sobre a origem da literatura, citei vários textos da Bíblia e apresentei suas semelhanças com o Popol Vuh da América Central. Na mesma aula, levantei algumas hipóteses acerca da composição bíblica no primeiro, um aluno meu, evangélico, ergueu sua voz, e minha aula inteira se perdeu ali. Não adiantou eu dizer que era também evangélico, que era criacionista, que era "salvo no sangue do cordeiro". Minha aula, repito, nunca mais foi a mesma.
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2.Numa discussão com Luciano, um amigo meu, anos atrás, fui tachado de bitolado, fanático e intelectualmente imaturo por causa das mesmas posições. Não adiantou explicar que, antes de ser evangélico fui agnóstico, cético, e que adotava posições cientificamente aceitas pela academia. Não adiantou eu falar do caso do Rio Paluxy, ou das menções às Serpentes Chinesas de Pan-Ling. Para ele eu era um baixo calão em vivo, e pronto. Aí está a minha vida, sofro preconceito.
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Mas acredito que, num mundo globalizado, pelo menos eu tenha o direito de dizer tanto que Jesus é o Senhor, que fui salvo por sua morte e estou aqui apenas aguardando o Paraíso, como tenho o direito de alardear que não aceito determinados dogmas, que sou de formação científica e que tanto faz eu ser criacionista como evolucionista, o salto de fé é o mesmo. . Acredito na humanidade, e espero que ela também acredite em si mesma.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Fés Nomeadas e Denominadas
O problema é que alguns rótulos são até errôneos. Veja a Presbiteriana, por exemplo. Por que ela recebe esse nome? Porque tem um presbitério, que em tese deveria ser um conjunto de conselheiros para auxiliar o pastor, e que, em prática, é um corpo político que tem poderes superiores ao de um pastor. É um sistema parlamentarista. Então por que não se chama logo Igreja Parlamentariana? E a Batista Regular? Chama-se assim por dizer-se seguir a Bíblia como única regra de fé e prática, como se as outras igrejas cristãs usassem o Alcorão ou o Bhagavad Gita.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Do que a religiao tem medo?
O segundo ponto interessante é que a expressão que mais se vê nos comentários é "playing God", ou "brincando de Deus", insinuando que este não é um campo reservado aos seres humanos, mas algo que deve ser restrito a Deus. Interessante que essas afirmações não são fundamentadas em nada a não ser o medo. Que eu saiba nenhum livro sagrado legisla sobre a criação de protocélulas artificiais nem lista as coisas que são prerrogativas exclusivas de Deus.


